Publicado por: Bianca Oliveira | junho 25, 2008

A visão do bebê…

Houve um tempo em que as mamães e papais acreditavam que seus recém-nascidos não tinham capacidade para enxergar o que se passava ao seu redor – o que se aconteceria somente tempos depois. No entanto, essa teoria se provou errada, uma espécie de lenda! Logo nas primeiras semanas de vida os bebês já podem ver e distinguir os objetos próximos e o processo de desenvolvimento de sua visão é progressivo: ou seja, evolui a cada dia. Entenda como funcionam os olhinhos do pequeno.
Depois de passar nove meses no útero de sua mãe, o bebê chega ao mundo e descobre que existe muito mais do que aquela escuridão.

De início, eles conseguem ver com nitidez apenas os objetos que se encontram entre 25 e 35 cm de seu rosto. Curiosamente, essa é a distância entre o rosto dele e o de sua mãe, no momento da amamentação. A natureza é sábia, não é?

Os bebês enxergam apenas o que estiver a essa pequena distância graças à sua pouca capacidade de focar os objetos.

Afinal, os músculos dos olhos da criança ainda não têm coordenação suficiente, o que resulta na dificuldade em ajustar o foco logo no início de sua vida.

Cores contrastantes atraem o olhar

Os pequenos também não diferenciam muito bem as cores, especialmente até o terceiro mês de vida. Mas o que eles conseguem ver com clareza é o contraste entre o claro e o escuro. Observe como ele é atraído por objetos que tenham cores contrastantes!

A cada dia o bebê irá aperfeiçoando este seu sentido – tanto que aos seis meses sua visão já estará bem semelhante a de um adulto.

Finalmente, com aproximadamente cinco anos de idade, ocorre o último estágio de desenvolvimento e ele já enxerga como uma pessoa adulta.

Procurando o especialista: exame de rotina

A primeira consulta ao oftalmologista pode ser feita por volta do quinto mês de idade da criança.

O especialista checará se tudo anda bem com os olhinhos de seu bebê e, caso a resposta seja positiva, a próxima consulta deverá ser apenas aos três anos de idade.

Lembre-se de considerar também que existem algumas pessoas que têm maiores chances de desenvolver certas deficiências visuais, como o estrabismo.

Entre elas estão os bebês prematuros, crianças cujos pais ou irmãos são estrábicos, crianças com atrasos de desenvolvimento e, naturalmente, os pequenos cujos familiares têm doenças hereditárias nos olhos.

Estas consultas periódicas ao oftalmologista garantirão que tudo estará correndo bem com seu filhinho. E se for detectado algum distúrbio na visão, será dado início a um tratamento adequado para corrigir o problema. O diagnóstico precoce é a chave para a boa solução da maioria dos problemas!

De olho nas fases
Recém-nascidos: Enxergam a uma distância aproximada de 25 a 30 centímetros – a distância do rosto da mãe quando está amamentando. Adoram rostos e objetos de alto contraste.

 

Três meses: Conseguem seguir um objeto em movimento. Móbiles e brinquedos altamente gráficos podem estimular o desenvolvimento visual.

Seis meses: A retina está bem desenvolvida. Conseguem ver pequenos detalhes; a percepção de distância e profundidade continua melhorando. Podem desenvolver um interesse real por livros.

Um ano: O bebê está a caminho do desenvolvimento pleno. A coordenação olho-mão é aperfeiçoada através de jogos que envolvem apontar, agarrar, arremessar, colocar e pegar.
 

 

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